![]() |
| Roberta Rocha quer dar - a castanha do Pará |
Com suas várias vertentes, a música paraense emociona, comove e agita – tanto que o festival Terruá Pará, que ocorreu na última semana deixou o teatro do Shopping Eldorado, em São Paulo, arrepiado. Dentro deste riquíssimo e variado universo, uma cantora travesti investe do tecnobrega, já lançou um CD independente e quer fazer, além de sucesso, história na música do Estado. Trata-se da determinada, colorida e "bomba sexy do Pará", Roberta Rocha.
Com o CD intitulado “Eu quero Dá”, produzido por Didi Anaice,
Roberta brinca com o jogo de palavras e diz que, na verdade, quer dar a
castanha do Pará. A maioria das músicas é do estilo tecnomelody, mas
também há românticas [como Só quero Você, Me Beija] e até o funk
carioca. “Também tenho a música “Guerreira do Pará”, que é em homenagem a
Belém e ao Círio de Nazaré”, diz Roberta em entrevista ao NLucon.
Para
ela, que se considera a única trans a ter a “audácia” de entrar para o
tecnobrega, suas músicas não ultrapassaram Belém por não ter bons
patrocinadores e nem empresário. Roberta afirma que recebe o incentivo
dos fãs, de alguns DJs e rádios que englobam o estilo, mas que todo o
seu trabalho “é feito na raça”. “Mando pessoalmente meu CD para
programas de tevê, rádios, reality shows e shows... Me inspiro na
Roberta Close e Whitney Houston. São minhas divas”.
Os
momentos em que guarda com carinho é a participação do programa Conexão
Repórter, e do Programa Raul Gil, do SBT, em que ganhou destaque na
Boca do Forno & Boca do Povo. “Só o fato de ter ido ao programa foi
tudo para mim. Tem artista que tem dinheiro e não chega nem a ir a um
programa desse porte e nem é visto por todo o Brasil. Foi um primeiro
passo e, se Deus quiser, vou bombar mais e mais”.
![]() |
| Figurinos de Roberta Rocha, a bomba sexy do tecnomelody/ acima, a capa do CD |
A CARREIRA
Trans
desde os 17 anos, Roberta fazia shows cover e de dublagem nos anos 80 e
se apresentava na antiga TV Guajará, em Belém. “Era uma emissora em que
recebia vários artistas do país, como a apresentadora Angélica, o grupo
Menudo. E eu fazia cover de Luiz Caldas, Sidney Magal, Donna Summer,
Gal Costa...”, conta ela, que sempre sonhou em gravar o seu próprio
disco. “Mas na época o vinil era caro e eu acabei indo para São Paulo
tentar realizar o sonho”.
De
São Paulo, foi para a Europa e ficou na ponte aérea por 16 anos. “Lá,
eu fazia shows e também fui garota de programa. Até que em uma volta ao
Brasil reencontrei um grande amigo da época da tevê e foi ele quem
produziu o meu primeiro CD. Foi tudo o mais rápido possível, pois estava
saindo do mundo dos programas e queria realizar esse sonho logo. As
músicas e as letras foram feita por mim e a melodia fiz junto com a
banda”.
Ao
comentar o contato com os demais artistas e os fãs, Roberta afirma que
na maioria das vezes é tratada bem. Porém, sente indiferença em alguns
momentos. “Procuro não ligar e nem fico pensando muito nisso, pois a
minha intenção como artista é passar alegria, irreverência e fazer a
galera gostar do meu som. Deixe as pessoas ficarem com os seus
preconceitos, eu sou livre, a bomba sexy do Pará”.
Atualmente,
Roberta diz que está com as músicas prontas para um CD volume 2 e que
espera o incentivo de algum patrocinador ou empresário. “Estou com tudo
pronto para gravar – inclusive tenho as músicas “Meu marido é gay”,
“Sabor de Chocolate” e “Dança da Vassoura” - mas sem dinheiro para
entrar no estúdio. Sei
que este CD será muito mais bem elaborado, com muito mais experiência.
Afinal, essa maturidade artística a gente adquire com o tempo ”.
Se cuida Joelma e Gaby Amarantos!
Fonte NL


Nenhum comentário:
Postar um comentário