quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Mestre-sala da Renascer de Jacarepaguá é musa na Mangueira

O que a musa da Mangueira Dianelly Braga e Washington Lima, segundo mestre-sala da Renascer de Jacarepaguá, têm em comum? Absolutamente tudo. Afinal, eles são a mesma pessoa.
A reportagem do UOL acompanhou a transformação de Washington no personagem transformista que ele criou para os shows na quadra da Mangueira.
O pernambucano que interpreta dois personagens no Carnaval chegou aos oito anos no Morro da Mangueira e se apaixonou pelo Carnaval. O sonho de cruzar a avenida cortejando a porta-bandeira começou a ser realizado na infância.
"Já fui da Comissão de Frente da Mangueira do Amanhã, fui da ala de mestre-salas e porta-bandeiras da Mangueira mãe, já fui primeiro mestre-sala da Império da Tijuca e agora, estou na Renascer de Jacarepaguá. O samba me acompanha desde criança. Ainda em Pernambuco, minha mãe dizia que eu já era muito mangueirense", lembrou.
O nascimento de Dianelly
E Washington continuaria brilhando sozinho no carnaval, se não fosse a personagem que criou para uma quadrilha junina.
  • Antonio Scorza/UOL
    'Dianelly Braga', musa da Mangueira
"Dianelly nasceu em um concurso de quadrilha, quando fui noiva. Em seguida, fizeram um concurso gay. O meu atual companheiro, o Márcio - que é um dos coordenadores da quadrilha - me convidou para concorrer, mas de brincadeira. Caçamos roupas e maquiagem e foi aí que a Dianelly nasceu. Só que ela não tinha participação no samba", brincou.
A primeira experiência de Dianelly no samba, no entanto, foi frustrante. "Um amigo meu carnavalesco, me convidou para desfilar na Paraíso do Tuiuti, há um tempinho. Eu relutei, porque achei que não era o momento, mas acabei saindo. Para mim, foi uma decepção. A gente sempre diz que não quer ser reconhecida, mas no fundo, é isso que a gente quer, né?", divertiu-se.
Este ano, além de mestre-sala e musa revelação, Washington é o responsável pela confecção das fantasias das nove musas da verde e rosa.
Depois de meia hora de maquiagem e troca de roupa, ela surge quase irreconhecível. Mas engana-se quem pensa que a fantasia ou o posto de musa subiram à cabeça de Dianelly, pelo contrário.
  • Antonio Scorza/UOL
    Washington Lima, mestre-sala da Renascer de Jacarepaguá
"Não quero ser mulher, não tenho nem corpo para isso. Por isso, recusei alguns convites para matérias antes deste ano. Naquela época, eu não tinha muita  historia para contar. Seria apenas um transformista tentando pegar o lugar de uma musa."
E não é isso o que ele quer. "Meu trabalho é de interpretação. Não sou travesti, não gosto de estar muito montada e não tenho silicone. O máximo que eu fiz foi uma plástica no nariz, mas isso foi para o Washington, porque ninguém merecia aquele nariz que eu tinha. Nas roupas, só enchimento mesmo", afirmou. 
Fonte: UOL

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