quinta-feira, 14 de maio de 2015

Roberto Freire diz que agrediu Jandira Feghali porque pensou que era um “viado”


BRASÍLIA, DF, 06.05.2015: GOVERNO-CONGRESSO - Discussão entre os deputados Roberto Freire (PPS-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Orlando Silva (PcdoB-SP) - Sessão no plenário da Câmara dos Deputados, sob o comando de seu presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para votação da medida provisória. MP 665, que tem como ponto central o endurecimento das regras para a concessão do seguro-desemprego, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (6). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
O deputado federal Roberto Freire voltou a falar sobre o incidente ocorrido no plenário da Câmara, que suscitou uma acusação contra sua pessoa de ter agredido a deputada comunista, Jandira Feghali.
Segundo Freire, “em momento algum eu tive intenção de agredir a deputada. A minha ação, como vocês podem ver no vídeo, foi só segurar a mão dela”.
O deputado justifica o que chamou de “ação instintiva”, dizendo que “no momento da confusão eu estava discursando, olhei de soslaio e pensei que fosse um ‘viado’. Como já fui assaltado diversas vezes por travestis lá em Recife, segurei a mão dela para evitar dela bater minha carteira.”
O deputado pernambucano diz que em certo trecho da orla recifense é comum pessoas serem vítimas de travestis, que praticam roubos constantes no local.
“Tem uns que dizem ainda que estão somente pegando o dinheiro do programa, acusando o cidadão de ter comido e não pago.”
Ele avalia que “devemos convir que a Jandira tá a cara do Laerte. Qualquer um, mais desatento, confundiria assim como eu confundi.”
Freire explica também que o termo “viado”, com “i”, é algo distinto do animal “veado”.
“Mas esse é um assunto para outra hora”, finalizou.
A declaração de Robeto Freire foi considerada “homofóbica e preconceituosa” por diversas entidades defensoras dos direitos civis, entre as quais a Associação dos Pederastas de Brasília, que anunciou que pretende processar o deputado.
fonte: joselitomuller

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