Acontece
neste domingo (30/08), na avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina, a 14ª
Edição da Parada da Diversidade de Teresina, que em 2015 traz o tema “Quem ama
cuida”. Concentrados debaixo da ponte Estaiada, milhares de pessoas assistem a
shows musicais e fazem manifestos contra a homofobia. Uma das homenagens foi
direcionada a Makelly Castro, assassinada no ano passado na zona Sul de
Teresina.
A
concentração da Parada da Diversidade começou ainda às 16h em frente ao Parque
Potycabana. Grupos em defesa dos direitos LGBT saíram em caminhada até a ponte
Estaiada, onde em um palco a cantora Vanessa da Mata se apresenta em show para
o público presente.
Além
de Marinalva Santana, do Grupo Matizes, a festa é também comandada pela
Ginecologista Andrea Rufino, eleita Madrinha da Parada da Diversidade. Eleita
em votação na internet, ela recebeu a faixa no trio elétrico, durante o evento.
Quem também participa da Parada da Diversidade é o secretário de Cultura do
Estado, Fábio Novo.
De
acordo com a coronel da policia militar, Júlia Beatriz o evento reuniu cerca de
110 mil pessoas.
Marinalva
Santana, organizadora da Parada da Diversidade, ao ser questionada sobre a
expectativa de mudança com o evento, nos diz que a parada é um grito a favor da
igualdade contra as discriminações. "Esperamos as pessoas aqui para
dizerem que querem um fim em todo e qualquer tipo de discriminação. A sociedade
está caminhando para um futuro melhor."
Ela
ainda deixa um recado para as pessoas que apoiam um mundo sem nenhum tipo de
preconceito. "As pessoas têm que tomar coragem. Se forem discriminadas ou
presenciarem o fato, denunciem, procurem os grupos, procurem os órgãos que apoiam,
mas não fiquem calados."
Já
o secretário de Cultura Fábio Novo disse que "a Parada da Diversidade já
faz parte do calendário de Teresina", e completa. "É um evento que
não é somente uma festa, é uma semana inteira de debates e palestras que chamam
a atenção da nossa sociedade para um tema que ficou historicamente
marginalizado. Eu não acredito em cidadania plena se não respeitemos as
diferenças e direitos de todas as pessoas, independente da sua cor, sua raça,
do seu credo ou orientação sexual".
Fonte: 180 Graus.
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