segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Parada da Diversidade em Teresina tem homenagens a Makelly Castro

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Acontece neste domingo (30/08), na avenida Raul Lopes, zona Leste de Teresina, a 14ª Edição da Parada da Diversidade de Teresina, que em 2015 traz o tema “Quem ama cuida”. Concentrados debaixo da ponte Estaiada, milhares de pessoas assistem a shows musicais e fazem manifestos contra a homofobia. Uma das homenagens foi direcionada a Makelly Castro, assassinada no ano passado na zona Sul de Teresina.
A concentração da Parada da Diversidade começou ainda às 16h em frente ao Parque Potycabana. Grupos em defesa dos direitos LGBT saíram em caminhada até a ponte Estaiada, onde em um palco a cantora Vanessa da Mata se apresenta em show para o público presente.

Além de Marinalva Santana, do Grupo Matizes, a festa é também comandada pela Ginecologista Andrea Rufino, eleita Madrinha da Parada da Diversidade. Eleita em votação na internet, ela recebeu a faixa no trio elétrico, durante o evento. Quem também participa da Parada da Diversidade é o secretário de Cultura do Estado, Fábio Novo.
De acordo com a coronel da policia militar, Júlia Beatriz o evento reuniu cerca de 110 mil pessoas.

Marinalva Santana, organizadora da Parada da Diversidade, ao ser questionada sobre a expectativa de mudança com o evento, nos diz que a parada é um grito a favor da igualdade contra as discriminações. "Esperamos as pessoas aqui para dizerem que querem um fim em todo e qualquer tipo de discriminação. A sociedade está caminhando para um futuro melhor."

Ela ainda deixa um recado para as pessoas que apoiam um mundo sem nenhum tipo de preconceito. "As pessoas têm que tomar coragem. Se forem discriminadas ou presenciarem o fato, denunciem, procurem os grupos, procurem os órgãos que apoiam, mas não fiquem calados."


Já o secretário de Cultura Fábio Novo disse que "a Parada da Diversidade já faz parte do calendário de Teresina", e completa. "É um evento que não é somente uma festa, é uma semana inteira de debates e palestras que chamam a atenção da nossa sociedade para um tema que ficou historicamente marginalizado. Eu não acredito em cidadania plena se não respeitemos as diferenças e direitos de todas as pessoas, independente da sua cor, sua raça, do seu credo ou orientação sexual".

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Fonte: 180 Graus.

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