Em entrevista à rede CNN,
Yoweri Museveni afirmou ainda que conduta “não natural” não é questão
de “direitos humanos”; jornal publica lista de pessoas acusadas de serem
gays
O presidente de Uganda, Yoweri Museveni
(Reprodução/CNN)
Na segunda-feira, Museveni assinou a lei que estabelece pena de até catorze anos para gays e prevê ainda prisão perpétua para reincidentes acusados de “homossexualidade agravada”. O texto também prevê punições para cidadãos que não denunciarem pessoas suspeitas de serem gays.
Na entrevista à CNN, Museveni voltou a repetir algumas das justificativas ultrajantes do projeto, como afirmar que a homossexualidade é um desvio de comportamento, algo que, segundo ele, foi provado por cientistas consultados pelo governo.
Em um trecho, a repórter Zain Verjee, perguntou a Museveni se “pessoalmente” ele não gostava de homossexuais. “Mas é claro! Eles são nojentos! (...) O que eles fazem é nojento! Eu nunca soube o que eles faziam. Me contaram recentemente que o que eles fazem é terrível, nojento”, respondeu o presidente, elevando a voz. Logo depois, a repórter perguntou se a legislação não é uma manobra para agradar o eleitorado homofóbico. Museveni negou e pediu para que o Ocidente respeite “as sociedades africanas e seus valores”.
“Deixem que nós vamos cuidar da nossa sociedade. Se estivermos errados, nós descobriremos por nossa conta, da mesma maneira que não interferimos com vocês (o Ocidente)”.
Trinta e oito dos 54 países da África têm leis contra homossexuais, segundo dados da Associação Internacional de Gays e Lésbicas.
Lista - Também nesta teça-feira, o jornal ugandense Red Pepper, publicou uma lista do que chamou de "os 200 principais homossexuais” do país. O tabloide publicou os nomes, e algumas imagens, de pessoas que supostamente seriam gays em uma matéria de capa sob a manchete "Expostos!".
A lista inclui ativistas gays como Pepe Julian Onziema, que já havia alertado que a nova lei antigay do país despertaria violência contra homossexuais. Um popular astro de hip hop ugandense e um padre da Igreja Católica também estão na lista.
"A caça às bruxas da mídia está de volta", escreveu em sua conta no Twitter Jacqueline Kasha, conhecida ativista lésbica da Uganda, que está entre os listados na matéria publicada no tabloide.
blicada no tabloide.
FONTE: ABRIL GAY
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