A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado
rejeitou nesta quarta-feira (19) uma proposta que determina a redução de
18 para 16 anos a maioridade penal para crimes hediondos.
A PEC
(Proposta de Emenda à Constituição) 33 de 2012 estabelecia que jovens
de 16 a 18 anos poderiam cumprir penas equivalentes às dos adultos em
crimes como tortura, terrorismo, tráfico de drogas, desde que haja um
parecer do promotor da infância e autorização da Justiça.
A
maioridade penal atualmente está fixada em 18 anos. Com isso, menores
não podem responder como adultos pela prática de crimes, sendo punidos
apenas com medidas socioeducativas.
O senador Randolfe Rodrigues
(PSOL-AP) apresentou voto em separado pela rejeição da PEC. Segundo
ele, a redução da maioridade penal fere direitos e garantias individuais
estabelecidos como cláusula pétrea pela Constituição .
O
relator da proposta, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), recomendava a
aprovação da PEC 33, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira
(PSDB-SP), e a rejeição das demais. Tramitam na Casa mais cinco
propostas sobre o tema, que foram rejeitadas com a proposta.
Em junho do ano passado, pesquisa da CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em conjunto com o instituto MDA mostrou que 92,7% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal, atualmente de 18 anos, para 16. Outros 6,3% são contra e 0,9% não opinaram.
Histórico
A redução da maioridade penal voltou ao noticiário em abril de 2013, quando o universitário Victor Hugo Deppman, 19, foi assassinado em frente ao prédio onde morava, em São Paulo, supostamente por um adolescente de 17 anos --que completou 18 anos poucos dias depois.
Em seguida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), levou ao Congresso Nacional projeto
de aumentar o rigor na punição a menores que cometeram crimes
hediondos. O projeto, no entanto, não pedia a redução da maioridade
penal.
"Este é um clamor da sociedade a que precisamos dar uma resposta", afirmou o governador paulista à época.
fonte: uol
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