Jani Di Castro durante a 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT no Rio.
A transformista é uma das fundadoras da passeata gay carioca André Muzell / AgNews
No dia 30, porém, uma petição foi aberta no Avaaz e, até as 14h desta quinta-feira, 20, obteve a assinatura de 6,5 mil internautas em defesa do tema "Eu respeito travestis e transexuais e quero a aprovação do Projeto de Lei João Nery!".
Duas drag queens se beijam durante a 18ª Parada do Orgulho Gay, na
praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, neste domingo (13). O
evento foi marcado por cores, fantasias, alegria e reivindicação de
direitos Christophe Simon/AFP
A ativista transfeminista Daniela Andrade, de 33 anos, participou da reunião que alterou o lema do evento deste ano. Foi ela quem criou a petição online.
"A parada tem 18 anos e nenhuma edição teve um tema específico para o 'T' da sigla LGBT. As transexuais e travestis, certamente, são a população mais vulnerável do ponto de vista socioeconômico. Muito da violência sofrida por 'trans' acontece porque não há o reconhecimento legal do Estado brasileiro para essa população."
Para Daniela, a mobilização nas redes sociais levou à mudança. "Foi uma vitória da população trans e de seus aliados", disse.
Nome da lei
O psicólogo e escritor João Nery, de 64 anos, que deu nome à lei de identidade de gênero, é considerado o primeiro transexual masculino do Brasil. Ele comemorou a decisão da direção da parada."Estou felicíssimo. Afinal, lutei para isso", afirmou. "A mudança do tema da parada dá visibilidade às 'trans' e aos 'trans' com uma lei que os libertará dos constrangimentos, da doença e das obrigações cirúrgicas e terapêuticas. Dá visibilidade não mais como alegorias da parada, mas como cidadãos que somos", completou.
Fonte: UOL
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