Deputados que boicotaram presidência do deputado pastor retornaram depois de um ano de ausência
Rostos
ausentes na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos
Deputados foram pouco a pouco ressurgindo no plenário 9. Nomes
emblemáticos como Erika Kokay (PT-DF), Jean Wyllys (PSOL-RJ), Luiza
Erundina (PSB-SP) e Nilmário Miranda (PT-MG). A ausência foi dos
manifestantes que no ano passado lotaram o local para protestar contra
Marco Feliciano (PSC-SP), atual presidente que passou o bastão. “Vou
sentir falta”, brinca Feliciano para em seguida se corrigir. “Vou não
porque estarei aqui na comissão como membro”, disse ele. Agora, o
deputado diz estar focado em sua campanha à reeleição ao Congresso,
deixando planos para concorrer ao Senado ou ao Governo de São Paulo para
as próximas eleições. "Quem sabe até a Presidência em 2018?", provoca.
Na
votação que escolheu a nova direção da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias, Assis do Couto (PT-PR) foi eleito em votação apertada. Recebeu
10 votos contra 8 de Jair Bolsonaro (PP-RJ). Para a vice-presidência,
Nilmário Miranda (PT-MG) foi o escolhido com 13 votos. Bolsonaro afirmou
que a votação demonstra que a comissão está dividida. "Perdi por um
voto. Se tivesse um voto, teríamos empate que persistira e como tenho
mais legislaturas ficaria com a presidência", disse o deputado carioca.
O clima é mais ameno
e os parlamentares que decidiram boicotar a comissão ocuparam as
primeiras fileiras de forma discreta. Feliciano atendeu a pedidos de
fotos no dia da despedida. Ele não esqueceu dos ausentes ao fazer um
balanço do ano em que presidiu a comissão.
Leia também: STF vai julgar Marco Feliciano por estelionato
“A
beleza de nosso país está na democracia. Consegui provar que é posível
suportar a pressão e permanecer. Fizemos um trabalho aqui na medida do
possível, do ponto de vista dos deputados que vieram para a comissão,
positivo. Trabalhamos intensamente e agora é hora de passar o bastão
para o outro e que o outro faça um trabalho tanto quanto ou melhor que o
nosso”, declarou ele.
Grupos
protestam contra indicação de Feliciano para a presidência da Comissão
de Diretos Humanos da Câmara, em 6 de março. Foto: Fábio Rodrigues
Pozzebom/ABr
1/10 Pouco
antes de chegar ao plenário da Comissão de Direitos Humanos, Feliciano
posou para a foto oficial que constará na galeria dos ex-presidentes.
Sobre Assis do Couto (PT-PR), indicado pelo PT para sucedê-lo, Feliciano
disse a aliados que pelo menos a escolha foi por um “moderado”.
Perguntado sobre sua atuação a partir de agora, resumiu a fala apenas e
um protocolar “vou trabalhar pelos direitos humanos”. Questionado sobre
projetos que pretende apresentar como membro da comissão, Feliciano
deixou claro que a prioridade será eleitoral. “Meu projeto agora é
reeleição”, resumiu, enterrando a possibilidade de concorrer ao Senado.Ao
discursar na abertura dos trabalhos, Feliciano agradeceu funcionários
da Casa, mas criticou a ação de ativistas que ao longo do ano
protestaram contra ele.
FONTE: IGAY
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