segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tenho nojo de fazer sexo com meu marido



Getty Images
 
"Sou casada há oito anos com um homem mais velho. Tenho 32 e ele, 47 anos. Nos damos muito bem em tudo, mas nunca tive vontade de transar. Faço meu papel de esposa, transamos quase todo dia. Mas, de uns tempos para cá, tenho nojo de fazer sexo com ele. Não sei o que fazer".
Sexo: nunca houve desejo intenso Cara leitora, conseguimos fingir por um tempo, mas não o tempo todo. Você revela que nunca esteve motivada para o sexo desde o início do relacionamento, mas espera que após oito anos de união isso seja diferente. Reverter esse quadro é trabalhoso e na maioria dos casos não há sucesso.
Quase diariamente você se submete ao sexo fingindo estar tudo bem, provavelmente porque tem um ganho em algum lugar desse relacionamento.

Fica difícil entender a história porque faltam perguntas relevantes, cujas respostas mudariam completamente o entendimento do problema e a orientação para uma possível solução.
Você nunca sentiu desejo por ninguém, nem teve prazer sexual com outra pessoa? Ou isso só acontece em relação a ele?

Edu Cesar/Fotoarena
A sexóloga e colunista Fátima Protti tira dúvidas das leitoras
Se você nunca desejou, nem teve prazer sexual com outra pessoa, pensaria em dificuldades e/ou bloqueios que a impedem de ficar à vontade com o sexo e a sua própria sexualidade, inibindo o desejo, a motivação de maneira geral e o ter prazer durante a transa. Neste caso, a terapia sexual ajudaria a se descobrir, quebrar crenças e tabus para viver o sexo com muito prazer.


Agora, se a falta de prazer, desejo e motivação é somente pelo parceiro, isso revela que ele nunca foi um estímulo sexual potente para despertar a sua libido. No passado, o que pode ter atraído sua atenção foram os aspectos pessoais dele, uma identificação e boa sintonia entre vocês que levaram à união. A afinidade sexual não foi considerada como um fator importante para a vida a dois.
Por outro lado, há pessoas que colocam seus projetos de união e construção de uma família acima de qualquer outro interesse, negligenciando problemas em outras áreas de sua vida. Em muitos casos é a vida sexual que fica comprometida.
Nos dois exemplos, a frustração na vida sexual é o preço que se paga para ter outros ganhos. Mas isso pode ficar insuportável.
O nojo e a repulsa surgem por se submeter ao sexo que nunca desejou, pela autoagressão e pela falta de respeito com os próprios sentimentos. Continuar fingindo não resolve, só piora a cada dia.
Antes de tomar qualquer decisão procure entender todos os aspectos envolvidos nessa questão, mas se não conseguir sozinha procure a ajuda de um psicoterapeuta.
* Fátima Protti é psicóloga, terapeuta sexual e de casal. Pós-graduada pela USP e autora do livro “Vaginismo, quem cala nem sempre consente". Escreva para a colunista:  


FONTE:IGAY


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