quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

29 de Janeiro – Dia Nacional da Visibilidade Trans


29 de Janeiro é o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data é comemorada desde 2004 e tem o objetivo de evidenciar a importância da diversidade e do respeito para com as pessoas Trans, representadas por Travestis, Transexuais e Transgeneros.

O marco se deu quando, em 29 de janeiro de 2004, ativistas transexuais se reuniram no Congresso Nacional em parceria com o Ministério da Saúde e lançaram a campanha “Travesti e Respeito”, essa foi a primeira campanha nacional idealizada por ativistas transexuais para promover o respeito, a cidadania e combater a discriminação.
Infelizmente, ainda hoje, a população de travestis e transexuais possui grande dificuldade de acesso à educação, trabalho e saúde, sem citar os casos de violência e desrespeito que são cada vez mais crescentes.

Segundo pesquisas, a população trans é a que mais sofre violações de direitos dentro da comunidade LGBT. São inúmeros os casos de violência expressados através de agressões físicas e psicológicas, injúrias e assassinatos que são noticiados quase todos os dias. Para piorar, ainda sofrem com o silenciamento da mídia diante desses casos, o que proporciona uma maior invisibilidade dos transtornos sofridos por essas pessoas.
Embora o movimento trans do Brasil seja bastante atuante e lute diariamente pela defesa de seus direitos, as conquistas ainda são poucas e se faz necessário uma maior atenção por parte do governo e da sociedade.

Algumas conquistas já foram adquiridas junto ao governo brasileiro, sendo adotadas em âmbito federal, estadual e municipal para proporcionar a cidadania dessa população. Dentre as medidas adotadas estão: o uso do nome social, que permite que travestis e transexuais sejam identificadas pelo nome que desejaram adotar; no Sistema de Saúde algumas políticas voltadas a travestis, transexuais e transgêneros em geral vem sendo implementadas. Em 9 de junho de 2009, o primeiro ambulatório de saúde do Brasil dedicado exclusivamente a travestis e transexuais foi inaugurado pela Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo. Em um ano de funcionamento mais de 4 mil atendimentos foram realizados pelo ambulatório. Em dezembro de 2011, o Ministério da Saúde lançou a portaria nº 2.836 instituiu no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Política Nacional de Saúde Integral LGBT).

Em Picos o movimento LGBT organizado conseguiu a implementação do Decreto nº 006/09, de 28 de janeiro de 2009, que determina aos órgãos da Administração pública Municipal e da iniciativa privada que observem e respeitem o nome social das pessoas transexuais.


Muito ainda precisa ser feito e conquistado para que as pessoas trans possam desfrutar os mesmos direitos sociais que as demais pessoa da sociedade, e assim exercerem sua cidadania de forma livre e sem sofrerem maus tratos.

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