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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Movimento feminista colaborou para degradação moral que vivemos, diz juíza ao negar ACP por trote universitário

A juíza de Direito Adriana Gatto Martins Bonemer, da 3ª vara Cível de Franca/SP, julgou improcedente ACP movida pelo MP/SP contra um ex-universitário que participou de trote de curso de medicina e conduziu um juramento com expressões pejorativas e de cunho sexual.
Na decisão, a magistrada fez críticas ao feminismo e disse que inicial do parquet retrata "panfletagem feminista".
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O caso
O caso ganhou repercussão em fevereiro de 2019, quando estudantes do curso de medicina de uma universidade particular de Franca/SP aplicaram um trote aos calouros da instituição. Um vídeo que circulou pelas redes sociais mostrava calouros do curso de medicina ajoelhados em uma rua e repetindo um "juramento", que era lido em voz alta pelo ex-universitário.
O texto continha expressões pejorativas dirigidas a alunos de outros cursos e de outras faculdades, além incitações de cunho sexual atribuídas, em especial, às calouras do curso.
"Repudio totalmente qualquer tentativa deles se aproveitarem e me reservo totalmente a vontade dos meus veteranos e prometo sempre atender aos seus desejos sexuais. Compreendo que namoro não combina com faculdade e a partir de hoje sou solteira, estou à disposição dos meus veteranos. Juro zelar por suas reputações, mesmo que eles sejam desprovidos de beleza ou cheire a ovo vencido. Juro solenemente nunca recusar a uma tentativa de coito de veterano (inaudível...) mesmo que ele cheire cecê vencido e elas, a perfume barato", dizia parte do texto repetido pelos universitários.
Após a divulgação do vídeo, universidade repudiou quaisquer atos que incitem preconceito, homofobia, machismo, discriminação e constrangimento, afirmando que os estudantes responsáveis pelo ato seriam identificados e penalizados. A associação atlética e o centro acadêmico do curso pediram desculpas e alegaram que o texto não havia sido escrito por nenhuma das entidades.
ACP
Na mesma semana, o MP/SP ajuizou a ação, alegando que o ex-universitário, explorando momento de comemoração dos aprovados em vestibular de medicina, fez com que os calouros entoassem, "durante o trote universitário, a pretexto de se tratar de hino, expressões de conteúdo machista, misógino, sexista e pornográfico, expondo-os à situação humilhante e opressora e ofendendo a dignidade das mulheres ao reforçar padrões perpetuadores das desigualdades de gênero e da violência contra as mulheres".
Os fatos foram compartilhados nas redes sociais. Para o parquet, a prática reforçou o machismo e colocou a mulher em posição de inferioridade, e o requerido reproduziu ideias que remetem à cultura do estupro, estimulando agressão e violência. Assim, o MP requereu a condenação do ex-universitário por danos morais coletivos e danos sociais.
O ex-aluno, por sua vez, alegou que o fato não passou de um trote universitário, do qual, inclusive, sua própria irmã havia participado; e que não tinha "dentro de si ânimo de ódio, discriminação ou preconceito contra as calouras ali presentes, nem contra as mulheres em geral". Segundo o ex-universitário, não há que se falar em dano moral coletivo, pois embora algumas pessoas tenham se manifestado contra o juramento, não ficou comprovado que elas tenham sofrido com a divulgação do evento.
Decisão
Ao analisar o caso, a juíza transcreveu o juramento e observou ser pública e notória a prática, nas universidades, de recepção aos recém-aprovados, marcada por festas e comemorações, que muitas vezes ferem o bom-senso e a moral, como no caso em questão.
A magistrada, no entanto, entendeu que não se vislumbra a existência do pretendido "coletivo" de mulheres no caso, visto que "os indivíduos do sexo feminino não são iguais e não possuem os mesmos valores daqueles descritos na inicial".
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Magistrada transcreveu juramento proferido por ex-universitário e calouros durante o trote.
A juíza ponderou que a inicial do MP "retrata bem a panfletagem feminista, recheada de chavões que dominam, além da esfera cultural, as universidades brasileiras". Citou ainda diversas obras de escritoras feministas e teceu críticas ao movimento.
"É bom ressaltar que o movimento feminista apenas colaborou para a degradação moral que vivemos, bem exemplificada pelo "discurso/juramento" que ora se combate. Estamos vivendo a degradação moral e a subversão das identidades, de onde advém comportamentos como aquele descrito na inicial. Diante dos usos e costumes instalados na sociedade, promovidos pelo próprio movimento feminista, entender ofensivo o discurso do requerido é, no mínimo, hipocrisia."
Por entender que não se pode presumir que o comportamento dos ex-universitário, "dirigido a um grupo específico de pessoas, seja uma agressão dirigida a todos os indivíduos do sexo feminino", julgou improcedente a ACP.
"Aliás, se a questão fosse mesmo de proteção à dignidade da mulher, por qual motivo seria irrelevante a opinião das mulheres que estavam no local, tal como consta na inicial? Seriam tais mulheres incapazes de entender o caráter dos fatos e de determinar-se de acordo com tal entendimento? Ou, se as mulheres que lá estavam são plenamente capazes e concordaram com a brincadeira infeliz, por que precisam de um ente estatal para falar em nome de uma 'coletividade' da qual, em tese, fazem parte, mas de cujas ideias discordam? Seriam tais mulheres menos capazes que as outras?"
Os advogados Carlos Ernani Constantino e Rafael Vitor Constantino atuaram em defesa do ex-universitário.
Fonte: Migalhas

Goiana é a primeira mulher quilombola mestre em Direito no Brasil



Conforme publicado pelo jornal O Hoje, “a advogada é primeira mulher quilombola com mestrado em Direito no Brasil. A estudante da Universidade Federal de Goiás (UFG) Vercilene Francisco Dias irá apresentar hoje a dissertação no Programa de Pós-Graduação em Direito Agrário, da Faculdade de Direito da UFG. O tema abordado pela advogada é Terra Venus Território: Uma Análise Jurídica dos Conflitos Agrários Internos na Comunidade Quilombola Kalunga de Goiás. Abordando a diferença na regularização fundiária na Comunidade Quilombola que está localizada no nordeste do Estado, nos municípios de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre.”
A pesquisa da advogada teria procurado entender e explicar as s relações socioculturais da comunidade e os meios jurídicos que busca regular e regularizar suas questões territoriais.
Pioneira
Ainda segundo o jornal mencionado, Vercilene ingressou na faculdade em 2011 através do Programa UFGInclui, formou-se em 2016 e foi a primeira mulher quilombola a passar no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás, (OAB-GO). Em 2017 deu início ao mestrado em Direito Agrário. A pesquisadora também possui diploma em Estudo Internacional em Litígio Estratégico em Direito Indígena pela Pontifícia Universidade Católica do Peru.
Fonte: Revista Pazes

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Diretor de marketing da Victoria’s Secret pede demissão depois da contratação de modelo trans brasileira

Ed Razek, que havia feito declarações contra modelos trans no ano passado, acaba de deixar a grife de lingerie americana

A modelo transexual Valentina Sampaio, que foi contratada pela Victoria's Secret na semana passada  (Foto: Gotham/GC Images)
A MODELO TRANSEXUAL VALENTINA SAMPAIO, QUE FOI CONTRATADA PELA VICTORIA'S SECRET NA SEMANA PASSADA (FOTO: GOTHAM/GC IMAGES)

Ed Razek, diretor de marketing da Victoria’s Secret, decidiu deixar seu posto depois que a companhia contratou pela primeira vez uma modelo transexual – a brasileira Valentina Sampaio, de 22 anos. Razek havia sido alvo de críticas no ano passado por conta de declarações dadas à revista Vogue.
Em sua fala, Razek disse que modelos transexuais não deveriam ser chamadas para os desfiles da marca “porque o desfile é uma fantasia”. Na mesma entrevista, disse ainda que modelos plus-size não se encaixavam nos moldes da Victoria’s Secret e que o público não tinha interesse em vê-las. Mais tarde, ele pediu desculpas pelas declarações “insensíveis”. Na época, muita gente pediu que ele renunciasse ao cargo, mas nada aconteceu.
No dia 2 de agosto, foi feito o anúncio de que a modelo cearense Valentina Sampaio era a primeira transexual a participar de campanhas publicitárias da Victoria's Scret. No dia seguinte, Valentina compartilhou uma foto sua no Instagram, enquanto participava de uma sessão de fotografias para a linha Pink, voltada para consumidoras mais jovens. Em outro post, ela escreveu: “Never stop dreaming” (“Nunca deixe de sonhar”).
A notícia de saída de Razek foi divulgada hoje pelo Business Insider, que teve acesso a um memorando interno da empresa. Representantes da marca não comentaram sobre o tema. A renúncia do executivo acontece num momento em que a grife enfrenta muitas críticas de mulheres participantes dos movimentos #MeToo e Time’s Up. A empresa foi criticada pela sua hiperssexualidade e também por apresentar suas peças em modelos muito magras, o que iria contra a tendência de valorização do corpo.
A Victoria’s Secret também sofreu comentários negativos por conta das peças ínfimas, na contramão da lingerie inspirada na moda esportiva, que coloca o conforto em primeiro lugar. Na semana passada, após uma série de notícias sobre quedas de vendas e lojas fechadas, foi anunciado que o desfile de 2019 da marca seria cancelado.
Fonte: ÉPOCA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Câmara aprova projeto pró-crianças mas retira gays do texto final

Bancada evangélica exigiu e referência a homossexuais foi retirada

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira, 21, projeto que amplia direitos de crianças e adolescentes, mas excluiu a menção a homossexuais do texto. O motivo? Pressão da bancada evangélica.
Inicialmente, o projeto dispunha de proteção a crianças e adolescentes “contra qualquer tipo de discriminação, independentemente de classe, sexo, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade, religião, nacionalidade, procedência regional, regularidade migratória, deficiência ou qualquer outra condição sua, de seus pais ou de representantes legais”.
À Folha de S.Paulo, a relatora do projeto, Laura Carneiro (PMDB-RJ), confirmou que retirou a expressão orientação sexual a pedido do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, e do deputado Flavinho (PSB-SP), que integra a Frente Parlamentar Evangélica.
“Não apresentaram argumento. A gente sabe, é uma questão religiosa. Precisávamos construir maioria para aprovar o projeto, que é muito importante para crianças e adolescentes”, disse a deputada à reportagem.
Fonte: Parou Tudo

Boxeador gay que já fez pornô desce a porrada em homofóbico que o criticava


Cansado de sofrer ataques homofóbicos nas redes sociais, o boxeador Yusaf Mack decidiu fazer justiça com as próprias mãos. Segundo informações do TMZ, Mack localizou um dos valentões da internet em um estabelecimento comercial na Filadélfia e desceu a porrada.
Testemunhas no local disseram que Yusaf derrubou o suspeito no chão e deu inúmeros socos em seu rosto, além de chutes, até a polícia chegar. O boxeador chegou a falar que ficou cansado dos comentários e decidiu encontrar o rapaz ‘cara-a-cara’.
Mesmo depois de apanhar, o homofóbico tentou sair por cima. “Prefiro ter um vídeo de alguém me batendo, do que alguém colocando o pinto na minha bunda”, disse ele, referindo-se a um antigo filme pornô gay protagonizado pelo esportista. Após toda a confusão, Yusaf comentou não ter medo.
Fonte: Super Pride

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Fotos de Jamie Dornan, "50 Tons", nu, vazam na internet; veja!

Fotos de Jamie Dornan, "50 Tons", nu, vazam na internet; veja!
Graças a sua atuação como o bilionário Christian Grey, na franquia de sucesso "50 Tons de Cinza", Jamie Dornan se tornou um dos atores mais cobiçados de Hollywood e desejado pelo público. Atualmente nos cinemas de todo o mundo com 50 Tons Mais Escuros, segredos do passado da vida do galã foram descobertos. Antes de arrasar nas telonas, Jamie ganhava a vida como modelo, sendo um dos garotos-propaganda da grife de roupas Abercrombie e Fitch.
Foram encontradas fotos do ator como veio ao mundo, peladão, ao lado da atriz sueca Malin Akerman,ao lado de um outro modelo, em ensaio para a marca. As imagens foram mostradas no programa Late Night, comandado por Seth Meyers, durante participação da atriz no programa.
"Não sei se vocês notaram, mas aquele ali é o sr. Dornan antes de ser sr. Grey. Eu pude ver tudo e foi ótimo", disse Malin, surpreendendo a plateia. "Nós chegamos ao set e, depois de duas fotos, tiramos as roupas. É desnecessário dizer que pudemos nos conhecer muito bem", finalizou.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Feirante gay é espancado em ataque homofóbico em feira de Goiânia



Um feirante homossexual foi agredido com socos e pontapés depois de uma confusão no dia 11 de fevereiro em uma feira de Goiânia. Segundo informações da Polícia Civil, a agressão aconteceu quando o feirante, que trabalha no segmento há mais de 30 anos, chegava para trabalhar e estacionou o caminhão perto de quatro pessoas que estavam lanchando em uma banca. Elas teriam se sentido incomodadas e dois homens foram tirar satisfação e já começaram a agressão, que só parou, quando um colega da vítima chegou e prestou socorro.
O feirante registrou uma ocorrência no 1º DP de Goiânia e como uma testemunha anotou a placa do carro dos suspeitos, eles já foram identificados e devem prestar depoimento nesta semana. Com hematomas nos olhos, escoriações no braço e dores no corpo, a vítima passou por exames e o crime foi registrado como tentativa de homicídio. “É um crime de homofobia. Eles só fizeram essa agressão brutal contra a vítima porque identificaram que ele era gay”, diz o delegado Izaías Pinheiro.
“Foram muitos murros, muitos pontapés em todo meu corpo. Na costela, no peito, na minha cabeça. Só senti o sangue, depois acho que eu desmaiei. Ele disse assim: ‘gente como você tem quem morrer’. Eu já percebi. Ele quis me identificar como gay e como que eu não valesse nada. Como seu eu não fosse gente naquele momento”, afirma a vítima.
Depois da agressão, o feirante não voltou a trabalhar no local. “Você levantar de madrugada para ir trabalhar e encontrar pessoas para querer te matar a troco de nada, de uma violência banal. Eu peço e quero justiça, para que eles não possam fazer isso com outras pessoas”, reclama.
Fonte: Super Pride.

30% dos homens ativos fingem orgasmo na hora do sexo, diz estudo


Apesar de muitos acreditarem que apenas a mulher finge o orgasmo é possível que o homem também o faça. O orgasmo e a ejaculação, por serem duas respostas diferentes do corpo ao prazer, podem ocorrer independentes uma da outra.
Considerando que o orgasmo é uma sensação subjetiva de prazer, fica difícil saber se o seu parceiro realmente sentiu ou apenas fingiu ter sentido.
Desta forma, é possível afirmar que mesmo quando o homem não ejacula durante o sexo e diz que teve um orgasmo ele esteja falando a verdade. Assim como, pode ser que quando ele ejacular, ele não tenha tido um orgasmo, mas tenha dado sinais de que o teve.
Dito isso, a gente traz agora os dados apresentados por um novo estudo publicado pela revista médica Sexual Relationship Therapy, que revelou que 30% dos homens ativos simulam o orgasmo. Os pesquisadores entrevistaram 230 homens, entre gays, héteros e bissexuais com idade entre 18 e 29 anos nos Estados Unidos e Canadá.
Todos assumiram que ao menos uma vez na vida fingiram orgasmo, principalmente quando estão penetrando o parceiro. Como é possível imaginar, os motivos para essa “atuação” são diversos, mas três afirmações foram mais recorrentes nas respostas dos entrevistados.


Muitos disseram que fazem ou fizeram isso “para aumentar o ego do parceiro, deixando ele mais feliz”. Houve quem dissesse que fingem não gozar “para não aborrecer o companheiro” e “porque estavam sob efeito de drogas”.
Fonte: Super Pride.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Leo Dias diz que ex-namorado transou com Alexandre Barillari; veja vídeo



Leo Dias é conhecido por não ter papas na língua, e não ter pena dos famosos na hora de fazer suas fofocas. E o temido colunista fez mais uma revelação sobre um ator de novelas durante o programa “De Cara”, da rádio “FM O Dia”, nesta semana.
No estúdio, tava rolando um bate-papo sobre traição com a atriz Suzana Pires na atração. Leo, então, resolveu contar um caso pessoal que viveu com o ex-namorado. “Deixa eu te falar o que eu perdoei e como sou uma pessoa elevada espiritualmente. O relacionamento estava cheio de voltas e términos. Numa dessas voltas, ele foi trepar com um amigo meu. Ator, conhecido…”, disse Leo.
“Aí voltamos. Só fui saber disso dois ou três meses depois [em uma briga]”, continuou. “Você sabe que eu sou baixo, né? Quando eu quero, sou baixo. Aconteceu de estamos na mesma boate, juntos. Cheguei em casa furioso. Liguei para o celular dele e quem atendeu foi o taxista”.
Leo conta que o rapaz havia esquecido o celular no carro e mandou o taxista lhe entregar o aparelho. “Liguei para a casa dele [o namorado]. Falei assim: ‘o seu celular está comigo, se você não me contar agora com quem você trepou, jogo no vaso sanitário’. Aí ele contou. Alexandre Barillari. Pronto, falei”, encerrou ele, antes de chamar o intervalo comercial. Todos no estúdio ficaram chocados com a revelação.
Alexandre Barillari (foto acima) nasceu no Rio de Janeiro, viveu os personagens Guto em “Alma Gêmea” e Ramon Fusily em “Caminhos do Coração”, na TV Globo, e Robério Escovão em Dona “Xepa”, da Record TV.

Ouça você mesmo a partir dos 27 minutos:



Fonte: Super Pride.

Brasileira cria teste que detecta vírus da Aids em tempo recorde



A cientista brasileira Priscila Kosak, criou um novo teste que pode revolucionar o diagnóstico de HIV. Ao lado de pesquisadores do Conselho Nacional de Investigação da Espanha (CSIC), eles desenvolveram um biossensor que pode detectar o vírus da Aids durante a primeira semana após a infecção.
Normalmente, o exame tradicional só deve ser feito após um mês de exposição a alguma situação de risco, como sexo sem camisinha ou compartilhamento de agulhas. A espera se deve à janela imunológica, um período em que o corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem encontrados, segundo o site do departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do governo brasileiro.
Há duas maneiras de se detectar o HIV no sangue. A primeira é a partir da identificação do RNA viral com testes de amplificação de ácido nucleico. Com esse exame, existe um limite de detecção de 20 a 35 cópias de RNA por mililitro de sangue, uma concentração que pode ser encontrada duas semanas após a infecção. Apesar de muito sensível, esse exame é extremamente caro.
A segunda técnica consiste em detectar uma proteína do HIV-1, a p24, quando ela alcança 10 picogramas por mililitro de sangue. Essa concentração pode ser atingida aproximadamente entre três e quatro semanas após a infecção. O que Kosaka e os pesquisadores fizeram foi pegar esse último teste e aprimorá-lo.
No exame, o soro (material obtido a partir da coagulação do sangue) é depositado no biossensor, que já está preparado para encontrar qualquer partícula de proteína p24. “O sensor é como um trampolim de piscina. Ele vibra com uma determinada frequência quando há algo sobre ele”, explica Priscila Kosaka, em entrevista ao site da revista Exame. Assim, é possível medir a massa das proteínas.
Em seguida, nanopartículas de ouro são colocadas sobre o sensor. “Elas possuem ressonâncias ópticas que fazem as proteínas brilharem”, diz Kosaka. De acordo com a cientista, a combinação da estrutura mecânica do biossensor com as nanopartículas de ouro faz com que o exame seja 100 mil vezes mais sensível à proteína p24 do que o teste tradicional. “A especificidade é tão alta que a taxa de erro é quase mínima.”
Todo esse processo leva menos de cinco horas para ser feito e os resultados clínicos podem ser obtidos no mesmo dia. O que impressiona, no entanto, é o tempo necessário para que o teste seja feito. A nova tecnologia possibilita que o exame seja feito apenas uma semana após a exposição ao HIV. Nesse período, segundo Kosaka, a quantidade de vírus no sangue cresce rapidamente.
Assim, ao saber da contaminação, o paciente poderá iniciar o tratamento antes de a carga viral aumentar. Esse início precoce da terapia antirretroviral pode beneficiar na contagem de células CD4, que organizam a resposta imunológica do corpo. “Logicamente, a detecção também é crítica para a prevenção da transmissão do HIV”, conta a cientista.
Uma grande aplicação do teste, de acordo com Kosaka, é para os bancos de sangue. Como o exame de HIV é grátis e necessário antes da doação de sangue, muitas pessoas que estão com dúvida se têm ou não a doença fazem o teste.
No entanto, com os diagnósticos atuais, se o indivíduo foi contaminado há menos de um mês, o exame não irá sempre detectar o vírus. “A nossa tecnologia irá evitar que outra pessoa receba sangue contaminado.”
Além disso, o biossensor também está sendo aplicado na detecção precoce de certos tipos de câncer, como leucemia mielóide, câncer de pulmão e câncer de mama.
O biossensor já foi patenteado pelo Conselho Nacional de Investigação da Espanha e está licenciada a uma empresa. Kosaka conta que ainda é preciso validar a tecnologia com amostras humanas antes de o teste chegar ao mercado. “Iniciaremos os estudos clínicos e esperamos que até o final deste ano possamos aprovar o uso do sensor em amostras humanas.”
Depois dos testes clínicos, é preciso esperar a aprovação de leis da Europa e dos Estados Unidos. “O plano é que o biossensor esteja disponível para hospitais e instituições do governo dentro dos próximos quatro anos”, diz a cientista.
Kosaka não sabe dizer quanto o teste irá custar. No entanto, ela garante que o objetivo é que ele seja barato. “Além disso, o exame também irá diminuir custos de cirurgia, tratamento e a chance de cura é maior em alguns casos de câncer.”
Fonte: Super Pride.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Padre Fábio de Melo revela que foi assediado por famoso apresentador de TV

Padre Fábio de Melo (Foto: Divulgação)

Padre Fábio de Melo, que já é famoso por seu trabalho e pelas diversas aparições na televisão, revelou que já foi assediado por um apresentador de TV.
Em sua biografia escrita pelo jornalista Rodrigo Alvarez, que leva o título “Humano Demais” e foi lançada recentemente, Fábio de Melo conta que um famoso apresentador de TV, gay assumido, gostava dele e chegou a ir até o prédio onde ele morava, no interior de São Paulo. A história foi contada durante o programa “Fofocalizando” desta quinta-feira (09).
Em trecho do livro, Fábio de Melo relata como aconteceu: “Mas a pior de todas as invasões veio de uma personalidade brasileira, um apresentador de televisão assumidamente homossexual, que viajou algumas vezes a Taubaté na expectativa de encontra-lo. Dizia ao porteiro que gostaria de falar com o padre Fábio, esperava que seu rosto conhecido servisse para abrir as portas, mas como o porteiro tinha ordens para dizer que o padre ‘jamais’ estava em casa, o tal apresentador deixava flores e presentes na portaria.”
O texto da biografia ainda diz que o famoso parou de assediar o Padre: “Um dia, resolveu ir a um show do padre, usou suas credenciais de pessoa famosa para entrar no camarim e fez a reclamação: ‘O porteiro do seu prédio é grosso demais!’. Entregou-lhe um presente e como jamais seria correspondido em suas expectativas, resolveu desistir.”
No ano passado, em entrevista à revista Quem, Fábio de Melo comentou sobre assédio por ser famoso. “Olha, quando a curiosidade extrapola o que acho justo, aí coloco limites. O assédio é virtual, uma brincadeira, levo de boa. Não me incomoda. O que prezo é que, no trato pessoal, haja respeito”, disse o Padre na ocasião.
Fonte: TV Foco.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Casa para abrigar LGBTs expulsos pela família é inaugurada após 'vaquinha'

Após
SÃO PAULO - Eles foram expulsos de casa. Entre os moradores, há filhos e filhas de pastores e policiais. Há quem tenha levado um soco e sido ameaçado de morte pelo próprio tio. Vítimas de violência - física, psicológica ou ambas -, gays, lésbicas, travestis e transexuais ganharam uma nova opção de lar. Em uma esquina da Bela Vista, bairro no centro da capital, um sobrado verde onde antes funcionava um bar no térreo e uma ocupação no andar de cima, a partir desta quarta-feira, 25, passa a abrigar LGBTs expulsos pela família. 
A Casa 1, república de acolhimento e centro cultural, nasceu de financiamento coletivo e será inaugurada nesta quarta. Em um mês e meio, o projeto arrecadou R$ 112 mil em uma plataforma de crowdfunding, oferecendo aos 1.048 colaboradores recompensas como a inscrição do nome dos participantes na parede externa da Casa e 32 opções de palestras, workshops e cursos. É uma iniciativa totalmente voluntária, sem patrocínio ou edital público. Para marcar a abertura do espaço, a Casa estará em festa das 14 às 22 horas no dia do aniversário da cidade. 
O primeiro morador chegou no dia 2 de janeiro e o lugar já abre com cinco pessoas (duas travestis e três gays). Eles vêm do Rio, de Minas Gerais, da periferia de São Paulo e até do interior de Sergipe. A capacidade máxima é para 12 moradores, que podem ficar até três meses. Mas os organizadores do projeto dizem que se apertar e for necessário, o local pode abrigar até 20. Hoje, no andar de cima do sobrado, há sete camas, uma sala com sofá, mesa de jantar e televisão, além de cozinha e banheiros. Boa parte dos móveis e eletrodomésticos foi doação. 
Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO
Após
Nomes dos colaboradores foram escritos na fachada da casa 
Segundo a entrar na casa, o estudante mineiro Otávio Salles, de 23 anos, brinca ao dizer que é "a governanta" do lugar. Ele e o idealizador da Casa 1, o jornalista e militante LGBT Iran Giusti, de 27 anos, ficaram amigos no ano passado. Após ter todas as roupas cortadas com tesoura pelo irmão, Salles levou um soco do tio, que o teria ameaçado de morte. "Ele disse: Boiola merece morrer. Falou que se me pegasse iria me matar de porrada", conta o estudante. "Esconderam os meus documentos para evitar que eu fosse até a delegacia, mas consegui achar a minha certidão de nascimento e fui denunciar. Tive que ensinar para o policial como se escrevia homofobia. Ele não sabia como se escrevia a palavra."
Morando com um amiga e trabalhando em um bar, em Belo Horizonte, o estudante conheceu Giusti por acaso. "Acabamos fazendo amizade, conversamos e ele me chamou para ficar no sofá dele em São Paulo", afirma. O militante começou a acolher, então, LGBTs expulsos de casa. "Fiz um post no Facebook que foi compartilhado por duas mil pessoas. Recebi em poucos dias quase 50 solicitações de abrigo. Mas a minha casa era um quarto e uma sala. Pensei que precisava fazer algo maior", afirma Giusti. Assim, nasceu a ideia de criar uma república de acolhimento para gays, lésbicas, transexuais e travestis. O nome Casa 1, explica o militante, é para dar a ideia de "começo". Nos planos, está a vontade de expandir. Salles acredita que o espaço deve virar um ponto de referência para a população LGBT.
Para ser morador da Casa 1, é preciso ter mais de 18 anos e ter sido expulso de casa por ser LGBT, ou estar em situações extremas de violência psicológica. Não há custo ou diária. Com 32 voluntários e uma fila de 400 pessoas interessadas em contribuir, o espaço oferece apoio psicológico e médico (uma obstetra e ginecologista faz uma visita de 15 em 15 dias). Segundo Giusti, o lugar será mantido por atividades culturais que serão oferecidas no salão da Casa, como oficinas de bordado e canto. 
O café da manhã, o almoço e o jantar, além das contas, não estavam inclusos no projeto de financiamento e são pagos do próprio bolso de Giusti. O próximo passo é conseguir patrocínios para bancar os gastos. A ideia é que o projeto cresça e, por isso, a equipe vai iniciar um mapeamento das necessidades do entorno do espaço, na Bela Vista. Uma das propostas é facilitar oficinas para idosos, que têm procurado o espaço interessados em participar. "Estamos planejando o programa Adote um Vovô e Adote uma Vovó, com cursos em que a metade da turma será de idosos e a outra metade, de LGBTs em geral, não somente para os moradores da casa", explica. 
Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO
Após
Pessoas em situação de violência física e psicológica são acolhidas 
Há uma semana na Casa 1, a transexual Cindy Tobias da Silva, de 19 anos, conta que desistiu de morar com a mãe e a irmã na zona leste da capital paulista após ser alvo de xingamentos da família. "Desde criança, eu perguntava para a minha mãe por que eu tinha pênis. Aos 14 anos, me assumi gay e desde então comecei a me travestir. Me hormonizei. Elas me aceitam, mas não da forma que eu quero. Minha mãe ainda tem esperança de que eu volte (a ser um homem cisgênero). Mas isso nunca vai acontecer." Agora na Casa 1, ela diz que quer "colocar a cabeça no lugar" e procurar emprego na área de maquiagem, cabelo ou roupa.
Com uma calçada completamente colorida e postes tomados por lambe-lambe, o espaço fica entre um salão de beleza e a loja de roupas da Neide Santos, de 51 anos. Para ela, vizinha de parede da Casa 1, o projeto "deu uma animada" na região. "Antes era um horror. Funcionava um boteco e tinha uma invasão. Agora, pelo menos é um projeto para ajudar pessoas", diz. 

Fonte: Estadão

SP: suposto policial está usando o Grindr para marcar encontros e agredir gays


Não é de hoje que homofóbicos usam aplicativos de relacionamento gay para capturarem suas vítimas. Por isso, toda e qualquer denúncia deve ser levada ao conhecimento do público, para alertar a galera que esta online, em busca de amigos, namorados e sexo.
E dessa vez quem relatou um caso chocante foi o estudante de publicidade Guilherme Mikolajewski, que postou no Facebook um texto onde relatou a troca de mensagens com um usuário.
Segundo o paulistano, ele usava o nome de “Mike atv 38” e se apresenta como Policial Militar. “Um PM enrustido me chamou no Grindr e me disse coisas que nem mesmo heterossexuais já haviam me dito”, conta Guilherme que, após recusar a investidas do suposto policial, passou a ser ofendido.
Ao compartilhar o ocorrido, um amigo de Guilherme revelou que o mesmo perfil estaria marcando encontro com jovens do aplicativo para agredi-los. “Esse cara já me agrediu no apps. De ativo não tem nada, aliás, outros já me disseram que ele marca encontros e espanca gays”, disse.
“Deem uma olhada em alguns trechos da conversa e pensem. Nós estamos seguros? Vocês acham que alguém com essa mentalidade tomaria alguma ação caso pegasse uma ocorrência de homofobia?”, questiona o estudante. “Além de ser militar, ele claramente é gay e homofóbico. Nós gays estamos sozinhos, precisamos de muita sorte pra sobreviver nessa loucura.”
Confira os prints na galeria abaixo e fique atento! E por falar em comportamento em aplicativos de pegação gay, assista ao vídeo abaixo!
Fonte: Super Pride.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

"Sempre quis ser mãe": pastora trans adota criança também trans

Alexya Salvador é pastora e conversou conosco sobre maternidade, religião e transgeneridade: "Não existe esse discurso de 'eu nasci no corpo errado'"



Falar de religião é um tabu para muitas pessoas LGBT. Devido a um história de perseguição, são muitos que acabam se afastando da igreja. Mas e quando há uma igreja onde prega uma pastora trans?

Alexya Salvador é, além de pastora trans , mãe. E mãe de uma garota também trans. Sua história é inspiradora para toda a comunidade LGBT e mostra que religião é sobre amor ao próximo, e não ódio.

Alexya conta que sempre foi religiosa, mas que este foi um aspecto, por um tempo em sua vida, conflituoso. "A religião dizia uma coisa e o que eu sentia ia na contramão de tudo aquilo", conta ela. Mas tudo mudou quando ela conheceu uma igreja radicalmente inclusiva. 

A pastora conta sobre o momento que passou a frequentar a igreja: "foi quando eu comecei a desconstruir aquilo que durante anos a igreja católica na sua doutrina impunha a mim". "A Igreja da Comunidade Metropolitana, nessa leitura sócio-crítica da bíblia, foi o que me libertou, e que me auxiliou no entendimento de quem eu era, de qual era a minha identidade", compartilha Alexya.

"Eu sempre quis ser mãe", afirma a pastora. Ela conta que a família é muito importante em sua vida graças aos valores que recebeu dos pais: "graças a Deus tenho pais que me mostraram verdadeiramente o que é ser uma família".

Após ter adotado um filho, Alexya foi mãe mais uma vez ao adotar Ana Maria, uma menina transgênera. Por ter a mãe como referência e a família a seu lado, Ana não passará pelas mesmas situações vividas pela pastora, ela acredita.

"Ela já está sendo criada podendo expressar o que ela sente, podendo expressar quem ela é", conta. "Aqui em casa não existe esse discurso de 'eu nasci no corpo errado'".

A educação que a pastora trans trasmite a Ana é sobre amor próprio: "Ensino a minha filha que ela é perfeita, é saudável, assim como eu. Não temos nada de doença", afirma. "Procuro mostrar para ela que a vida é linda e que ela tem que se expressar e ser feliz da forma como ela é".

Fonte: iGay.

Picos realizará Prêmio Municipal de Direitos Humanos


A coordenadoria de Direitos Humanos e Livre Orientação Sexual de Picos idealiza importantes projetos para o ano de 2017, entre eles, está a realização do Prêmio Municipal de Direitos Humanos.
A intenção é promover o reconhecimento daqueles que atuam com consciência humanitária e a ampliação da sensibilidade da sociedade sobre a necessidade do respeito aos Direitos Humanos.
“O mesmo irá seguir os moldes dos prêmios estadual e nacional, onde escolherá pessoas e entidades que se destacaram na promoção dos direitos humanos em diversas áreas. Podem ser homenageado, um professor, um vendedor, um jornalista, ou seja, qualquer pessoa ou entidade que esteja cumprindo com o seu dever social”, disse a coordenadora, Jovanna Cardoso.
Ainda de acordo com a coordenadora, as indicações serão feitas pelo público e posteriormente a equipe da coordenadoria irá selecionar três nomes, que retornarão para votação.
O evento deverá ser realizado em meados de junho para que os vencedores possam concorrer ao prêmio no âmbito estadual.
“O prêmio já é o néctar dos direitos humanos, porque as pessoas acham que direitos humanos é realizar políticas públicas e na verdade não é. O mesmo consiste em cuidar para que os outros serviços funcionem bem, tudo é direitos humanos, é promover uma saúde, trânsito e educação decentes, por exemplo”, explicou Jovanna.
Fonte: Picos40Graus.

Usuário processa Grindr após 700 caras aparecerem na sua casa querendo sexo



O modelo americano e sapão de 32 anos, Matthew Herrick, que vive em Nova York, decidiu ir à Justiça contra o Grindr, depois que mais de 700 homens apareceram em seu apartamento querendo sexo.
Mathew descobriu que suas imagens estavam sendo usadas no aplicativo logo que chegou o primeiro date em sua porta dizendo que recebeu uma mensagem dele pelo aplicativo. Ele explicou que aquele perfil não era dele, quando o ‘convidado’ mostrou o chat dos dois conversando, incluindo semi-nudes dele.
Como era de se esperar, Matthew reportou o perfil como fake para o Grindr imediatamente. Acontece que pelos próximos dias, muitos outros profiles usando a foto dele apareceram pelo aplicativo, e com isso, mais de 700 caras foram bater à sua porta esperando sexo por conta de um perfil fake.
“Me sinto sem controle sobre a minha própria vida. Minha privacidade foi roubada de mim! Tem sido um inferno, me sinto humilhado!”, disse Matthew ao portal Wired. O nova-iorquino já chegou a dar de cara com seis caras na sua porta, que chegaram a organizar uma orgia com a conta fake.
Matthew acusa seu ex-namorado de ter criado os perfis, já que ele afirma que é ele quem sabe seu endereço de casa, endereço do trabalho, assim como seu número e os dados espalhados. Mesmo assim, seu ex-namorado nega a acusação.
Em seu perfil no Twitter, Matthew desabafou: “Devido às circunstâncias, tive que deletar todas as minhas redes sociais. Tive problemas com algum stalker que usou meus dados pra se passar por mim, criando contas fake no Grindr e no Scruff, ainda dizendo que sou racista e eleitor de Trump. Posso dizer que sou um apoiador das minorias e da comunidade LGBT. A difamação do meu caráter foi extrema. Para minha família e amigos, me dói ver mentiras expostas sobre mim por aí. Eu nunca diria essas coisas nem tomaria essas atitudes. Amo todos vocês. Se virem algum post meu por aí, NÃO SOU EU.”
Seu processo contra o Grindr se deve à ineficácia do aplicativo em deletar as dezenas de perfis fakes feitos com seus dados e impedir a criação de novos: “Por que o Grindr não faz o seu trabalho? Por que não bloqueia os perfis? Cadê a solução?”, disse Matthew inconformado à uma reportagem local reafirmando a intenção de processar o aplicativo.
Fonte: SuperPride.

Borat, do “Amor & Sexo”, mostra bumbum guloso e deixa ativos excitados


Esse artigo é dedicado a todos os ativos desse Brasil, que não podem ver uma bela bunda pedindo rola. Porque é isso que o Bruno Miranda, mais conhecido como Borat do programa “Amor & Sexo”, fez.
O assistente de palco de Fernanda Lima compartilhou uma foto bastante ousada em seu Instagram mostrando o look que vai usar na atração desta semana.
Com sorriso no rosto de bumbum depilado, o rapaz vestiu uma calça de couro, valorizando o seu bumbum gigante. “Você vai perder ‘Amor & Sexo’ desta quinta-feira?”, escreveu o modelo na legenda da imagem, tirada em um dos camarins da TV Globo.
Vários internautas elogiaram a “saúde” do modelo. “Vou montar uma caravana para ver isso de perto e ajoelhar para tirar uma selfie do lado disso tudo. Coisa linda”, elogiou um seguidor. “Mais linda que a minha essa bunda”, comparou outra fã.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Professor transexual cria primeira escola para alunos LGBT


Christian Zsilavetz, professor transexual de 45 anos, criou a primeira escola privada para alunos LGBT em Atlanta, Geórgia, nos Estados Unidos.

A ideia surgiu após um estudo realizado pelo grupo Equality Georgia, que mostra que nove em cada dez estudantes gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais já sofreram bullying ou algum tipo de preconceito na escola.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, Christian conta sobre a importância de um local de estudos onde esses estudantes sintam-se acolhidos e protegidos.

“As crianças terão total permissão para serem elas mesmas, bem como os educadores. Os alunos precisam de um lugar onde possam estar a salvo de assédio moral”, afirma.

As aulas da instituição School Pride Atlanta (escola do orgulho de Atlanta) serão ministradas também por professores LGBT.

Christian acredita que a escola permitirá a inclusão e reflexão dos jovens perante à sociedade.  “Acho importante ter uma escola LGBT para oferecer um ambiente amigável a esses alunos”, conta.

A taxa de matrícula será de R$ 52 mil, mas a escola terá assistência financeira para alunos necessitados. A previsão de inauguração é para setembro.

Fonte: iGay

Funcionário público denuncia homofobia em linha de ônibus

Motorista agrediu homossexual verbalmente e queria agredi-lo fisicamente também

A homofobia chegou aos ônibus. Um funcionário público de Maceió denunciou uma atitude lamentável de um motorista que ocorreu no último 3 de janeiro.

Segundo o site Tribuna Hoje, Klécio Fernandes, de 35 anos, estava em um ônibus que faz a linha Eustáquio Gomes/Iguatemi, da empresa Cidade de Maceió, quando solicitou que ia descer. O motorista não parou e o xingou.

“Apresentei meu cartão especial de gratuidade, que tenho direito por possuir uma das enfermidades previstas em lei, mas ele não me deixou descer no ponto que pedi a parada. Inclusive, o motorista não deixou ninguém mais descer do veículo. Ainda dentro do ônibus, ele já começou a me ofender. Então eu liguei para o 190″, contou Klécio à publicação.

De acordo com o funcionário público, ao chegar ao terminal, o motorista tentou agredi-lo, mas foi impedido por colegas. Após a tentativa de agressão, Klécio conta que procurou o fiscal da empresa que estava no local.

“O fiscal me atendeu muito bem, mas alegou não possuir o nome do motorista que me agrediu por ser novato na empresa. Mas quando a polícia chegou para atender minha ligação, ele forneceu o nome e o registro do motorista na empresa”, completa o funcionário público.

Ainda antes da chegada da polícia, o motorista, segundo Klécio, após ser impedido por colegas de agredir o funcionário público, o ofendeu verbalmente, chamando-o de v**** safado. Essa atitude gerou incômodo em algumas pessoas que estavam no terminal do Eustáquio Gomes e que duas delas serão suas testemunhas na formalização da denúncia junto à Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE) na manhã na segunda-feira, 18.

O funcionário público já fez a denúncia ao Centro de Referência em Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMDH), na sexta-feira, 15.

“Vim aqui ao Centro de Referência buscar apoio moral e psicológico. Quero que o órgão me acompanhe ao MPE para que seja feita justiça. Mesmo sendo homossexual assumido e militante do movimento LGBT, nunca havia sofrido agressão homofóbica. Essa foi a primeira vez”, conta Klécio, emocionado.

O presidente do GGM, Tanino Silva, acompanhou o relato de Klécio Fernandes realizado na sexta no Centro de Referência da SEMDH. Ele destacou que, de acordo com a Lei Municipal 4667/97, regulamentada em 2009, por meio do Decreto n° 7034, a homofobia é passível de cassação de alvará e, em casos de servidor público, a pena pode ser a demissão do agressor.

Diz o Artigo 3º da Lei Municipal 4667/97 que “ao agente do Poder Público que por ação ou omissão, for responsável por prática discriminatória na forma prevista nesta Lei, serão aplicadas as seguintes sanções, sem prejuízos dos procedimentos previstos na Lei Municipal nº. 4.126/92″. Os procedimentos citados são: advertência; suspensão; e afastamento definitivo ou demissão.

Fonte: Parou Tudo.

Lésbicas casadas ficam grávidas ao mesmo tempo

Elas até se revesam com a amamentação quando uma não pode

Kate Elazegui, de 41 anos, e sua esposa Emily Kehe, de 38, deram à luz Eddie e Reid em dezembro, nove meses depois de seu médico, Joo Kang, dizer que as chances do casal engravidar ao mesmo tempo seriam mínimas.

“Dois bebês é muito, mas temos quatro peitos e duas mães que têm a mesma licença"
“Eu não sabia que tantas mulheres tinham problemas de fertilidade”, disse Kate à “New York Magazine”. “Nós não necessariamente temos problemas de fertilidade, nós somos apenas gays. Não temos um pênis”, conta Kate, sobre as idas à clínica de fertilização.

Casadas desde 2013, elas já gastaram mais de R$ 40 mil em espermas de doadores. Kate passou seis meses tentando engravidar por inseminação até decidir pela fertilização in vitro como última opção.

Elas já gastaram mais de R$ 40 mil em espermas de doadores

Quando o Dr. Kang sugeriu que Emily começasse a inseminação, elas ficaram com medo do que aconteceria se elas engravidassem ao mesmo tempo, mas como estavam impacientes, concordaram. “Nós não sabíamos como ela era fértil”, lembra Kate. “Emily é a garota-propaganda para a feminilidade", brinca.

Duas semanas depois, o médico revelou a Emily que ela estava grávida. Kate admitiu que se sentia “muito triste por dentro porque minha esposa conseguiu na primeira tentativa.”
No entanto, três semanas após a notícia da gravidez, Kate chamou a esposa no trabalho para contar que também esperava uma criança. "Foi tão esmagadora. Quero dizer, obviamente. Eu estava tão feliz por ela, mas eu estava tipo, ‘droga, o que vamos fazer?’”, revela Emily.

Elas decidiram criar um lar adequado para a nova família e mudaram-se o subúrbio. “Nós não podíamos viver em um apartamento de um quarto com dois bebês”, pensou Kate. 

"Houve momentos em que teria sido bom se uma de nós não estivesse grávida. Mas é camaradagem, basta ter alguém que entende exatamente o que você está passando, foi incrível", recorda Emily.


Emily foi para o hospital em 9 de dezembro e os médicos estimaram que ela daria à luz às 5h do dia seguinte. Kate, que estava em casa, também teve o rompimento da bolsa. Kate deu à luz Eddie e Emily teve Reid quatro dias depois.

Depois do nascimento dos bebês, elas até se revezam com a amamentação quando uma não pode. "É definitivamente um desafio se relacionar com os dois. É claro que eu amo Reid, mas estou ficando muito mais tempo com Eddie porque eu estou amamentando ele”, diz Emily.

Kate ressalta sobre a responsabilidade de cuidar de dois filhos. “Claro, dois bebês é muito, mas temos quatro peitos e duas mães que têm a mesma licença", ela explicou.

“Eu nunca estive grávida de outra maneira, então eu não tenho nada como compará-la, mas eu acho que foi realmente uma ótima maneira de estar grávida", diz Emily. Mas descarta engravidar novamente: "Não vamos fazer isso de novo".

Fonte: iGay