O modelo americano e sapão de 32 anos, Matthew Herrick, que vive em Nova York, decidiu ir à Justiça contra o Grindr, depois que mais de 700 homens apareceram em seu apartamento querendo sexo.
Mathew descobriu que suas imagens estavam sendo usadas no aplicativo logo que chegou o primeiro date em sua porta dizendo que recebeu uma mensagem dele pelo aplicativo. Ele explicou que aquele perfil não era dele, quando o ‘convidado’ mostrou o chat dos dois conversando, incluindo semi-nudes dele.
Como era de se esperar, Matthew reportou o perfil como fake para o Grindr imediatamente. Acontece que pelos próximos dias, muitos outros profiles usando a foto dele apareceram pelo aplicativo, e com isso, mais de 700 caras foram bater à sua porta esperando sexo por conta de um perfil fake.
“Me sinto sem controle sobre a minha própria vida. Minha privacidade foi roubada de mim! Tem sido um inferno, me sinto humilhado!”, disse Matthew ao portal Wired. O nova-iorquino já chegou a dar de cara com seis caras na sua porta, que chegaram a organizar uma orgia com a conta fake.
Matthew acusa seu ex-namorado de ter criado os perfis, já que ele afirma que é ele quem sabe seu endereço de casa, endereço do trabalho, assim como seu número e os dados espalhados. Mesmo assim, seu ex-namorado nega a acusação.
Em seu perfil no Twitter, Matthew desabafou: “Devido às circunstâncias, tive que deletar todas as minhas redes sociais. Tive problemas com algum stalker que usou meus dados pra se passar por mim, criando contas fake no Grindr e no Scruff, ainda dizendo que sou racista e eleitor de Trump. Posso dizer que sou um apoiador das minorias e da comunidade LGBT. A difamação do meu caráter foi extrema. Para minha família e amigos, me dói ver mentiras expostas sobre mim por aí. Eu nunca diria essas coisas nem tomaria essas atitudes. Amo todos vocês. Se virem algum post meu por aí, NÃO SOU EU.”
Please read and understand the truth! @DTLATheSeries@darrylstephens @LarryKennar pic.twitter.com/tfir9VK5tN— Matthew Herrick (@MatthewSHerrick) November 12, 2016
Seu processo contra o Grindr se deve à ineficácia do aplicativo em deletar as dezenas de perfis fakes feitos com seus dados e impedir a criação de novos: “Por que o Grindr não faz o seu trabalho? Por que não bloqueia os perfis? Cadê a solução?”, disse Matthew inconformado à uma reportagem local reafirmando a intenção de processar o aplicativo.
Fonte: SuperPride.

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