Os vereadores de São Paulo aprovaram na terça-feira (25) o Plano de Educação baseado naquilo que conservadores e religiosos pressionaram: sem a palavra "gênero" de todo o texto, sem a menção do Plano Nacional de Direitos Humanos, de 2010, ou a Lei Orgânica do Município, que falava sobre "estereótipos sexuais".
Foram 43 votos favoráveis ao PME sem a discussão de gênero e apenas quatro contrários, que consideraram um verdadeiro retrocesso não promover a igualdade entre os gêneros, além de políticas de inclusão a travestis, mulheres transexuais e homens trans.
Os vereadores a favor do "gênero" no PME (e que votaram contra) foram - anotem aí - Cláudio Fonseca (PPS), Toninho Vespoli (Psol), Netinho de Paula (PDT) eJuliana Cardoso (PT). "O plano foi mudado de uma forma preconceituosa, excluindo os grupos que mais precisam ser ouvidos. Usam o termo ideologia para propagar visões equivocadas, quando o que queremos é apenas uma sociedade igualitária", diz Juliana.
Vespoli - que chegou a ser vaiado quando defendia a diversidade nas escolas - também lamentou o resultado da votação e declarou que prevaleceu a "visão limitada e preconceituosa sobre educação". "Sou católico, tenho minhas convicções e não posso impô-las a todos. É preciso combater a hipocrisia da sociedade que aceita a travesti na esquina, mas não nas escolas".
Foram 43 votos favoráveis ao PME sem a discussão de gênero e apenas quatro contrários, que consideraram um verdadeiro retrocesso não promover a igualdade entre os gêneros, além de políticas de inclusão a travestis, mulheres transexuais e homens trans.
Os vereadores a favor do "gênero" no PME (e que votaram contra) foram - anotem aí - Cláudio Fonseca (PPS), Toninho Vespoli (Psol), Netinho de Paula (PDT) eJuliana Cardoso (PT). "O plano foi mudado de uma forma preconceituosa, excluindo os grupos que mais precisam ser ouvidos. Usam o termo ideologia para propagar visões equivocadas, quando o que queremos é apenas uma sociedade igualitária", diz Juliana.
Vespoli - que chegou a ser vaiado quando defendia a diversidade nas escolas - também lamentou o resultado da votação e declarou que prevaleceu a "visão limitada e preconceituosa sobre educação". "Sou católico, tenho minhas convicções e não posso impô-las a todos. É preciso combater a hipocrisia da sociedade que aceita a travesti na esquina, mas não nas escolas".
Cláudio Fonseca votou contra o PME sem palavra "gênero"
Juliana: "Queremos apenas uma sociedade igualitária""
Para quem não sabe, o plano com a discussão de gênero e orientação sexual foi construído há sete anos - com seminários, debates e audiências públicas - com o objetivo de minar o preconceito. Porém a palavra "gênero" enfrentou debate e discussão entre religiosos e conservadores, que dizem que ela faz parte de uma "ideologia de gênero" e uma ameaça à família tradicional.
Com a pressão religiosa, conseguiram derrubar a palavra do Plano Nacional de Educação em 2014, do Plano Municipal de Educação de São Paulo, da Câmara Municipal no último dia 11.
Tudo porque cada indivíduo poderia definir o próprio gênero sem se ater necessariamente ao genital com o qual nasceram e serem respeitados como tal - como é o caso das travestis, mulheres transexuais e homens trans. Além de derrubar conceitos baseados no preconceito entre homens e mulheres, como o machismo, a homofobia e a transfobia.
O texto agora segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), que já declarou que irá aprovar por conta de outras conquistas. Portando, por enquanto, todas as opressões continuam como estão.
Com a pressão religiosa, conseguiram derrubar a palavra do Plano Nacional de Educação em 2014, do Plano Municipal de Educação de São Paulo, da Câmara Municipal no último dia 11.
Tudo porque cada indivíduo poderia definir o próprio gênero sem se ater necessariamente ao genital com o qual nasceram e serem respeitados como tal - como é o caso das travestis, mulheres transexuais e homens trans. Além de derrubar conceitos baseados no preconceito entre homens e mulheres, como o machismo, a homofobia e a transfobia.
O texto agora segue para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT), que já declarou que irá aprovar por conta de outras conquistas. Portando, por enquanto, todas as opressões continuam como estão.
FONTE: A CAPA
Nenhum comentário:
Postar um comentário