sábado, 25 de janeiro de 2014

“Não existe bissexual”, diz Marcello Antony em programa de webrádio

Em entrevista polêmica, o ator criticou novamente forma como núcleo gay foi conduzido e  definiu maioria do público de novela como “intelectualmente não formada”
Foto: Divulgação/Rede Globo
Foto: Divulgação/Rede Globo
Intérprete do bissexual Eron na novela Amor à Vida, o ator Marcello Antony deu declarações polêmicas em entrevista ao programa de rádio na internet Lado Bi.
Criticou novamente as opções do autor  Walcyr Carrasco para a condução da trama homossexual na novela e ao ser perguntado sobre  bissexualidade, afirmou que tal orientação sexual não existe.
“No meu entendimento, todo bissexual, no fundo, é homossexual. Pode existir o cara que transou com uma mulher e depois se descobre gay. No fundo, a tara mesmo é com a coisa homossexual. Tem o bissexual que o cara consegue transar com mulher, mas se botar mesmo no orgasmo, ele goza mesmo com um parceiro, não é com uma mulher”, declarou.
Antony usou como exemplo a cantora Ana Carolina, que se declarou bissexual publicamente. “A Ana Carolina fala que é bissexual, mas ela gosta é de mulher”, completou o ator.
Ele voltou a demonstrar insatisfação com o rumo não apenas do personagem que interpreta, mas de todo o núcleo gay da novela. “Eu colocaria [a história do núcleo gay] de outra forma. Para se discutir o gay numa novela do horário nobre, seria preciso inserir o gay na sociedade com todos os seus direitos” disse.  “Eu vejo muito mais uma trama preocupada com a comédia do que uma trama preocupada em mostrar gays que têm família. O Niko e o Eron não têm pai e mãe na história, são personagens órfãos”, continuou.
Em entrevista anterior, Antony definiu Eron como um “banana”. Ao programa na web, ele criticou a opção do autor da novela, Walcyr Carrasco, em tratar o tema usando o humor como artifício. “Como 85% das pessoas que veem novela são muito pobres – intelectualmente não são formadas – as informações chegam a elas pela televisão. É a tevê que chega à lavadeira lá em Rondônia. O assunto gay é um assunto novo, tem que ser introduzido com muito cuidado, com entendimento, mas foi uma opção do autor partir para a comédia”.
Fonte:  O Dia

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