No filme, Eddie se entrega de corpo e alma à personagem, que descobre a
verdadeira identidade ao lado da ex-mulher, Gerda (Alica Vikander). Ela é a
primeira a passar pela redesignação sexual em 1931. O longa é baseado no
romance "A Moça de Copenhage", de David Ebershoff.
Enquanto muita gente elogiou a entrega total do artista, que no último
ano venceu o Oscar e é apontado como uma das apostas de 2015, outras pessoas
questionaram o fato de a personagem transexual ter sido (mais uma vez)
interpretada por um ator cisgênero (aquele que não é trans). E por uma atriz
transexual não ter sido escalada para a obra.
Ao ser questionado, Eddie disse ao Telegraph entender a problemática,
mas considerou que o papel precisava de um "lado masculino e sem
hormônios", uma vez que a personagem também conta com várias cenas antes
da transição de gênero.
"Existe uma discussão muito válida sobre por que uma atriz trans
não interpreta este papel, pois realmente há muitíssimas atrizes brilhantes, e
estou convencido de que muitas o fariam de forma sensacional. (Mas) neste papel
foi preciso interpretar um lado masculino, sem hormônios, e é um assunto que
discutimos muito, porque naquele tempo não havia processo de hormonização".
A polêmica divide opiniões e o trabalho poderá ser (melhor) julgado no
dia 27 de novembro na estreia dos EUA. No Brasil, ainda não há data divulgada.
Assista ao trailer:
Fonte: A Capa.
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