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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

HQ ‘Luluzinha Teen’ tem 'beijo gay' e exemplo de intolerância



Depois do beijo entre Félix e Nico na novela “Amor à vida”, da TV Globo, chegou a vez dos quadrinhos “Luluzinha Teen e sua turma” ganharem um casal de personagens do mesmo sexo.

Na edição 57 do gibi, o personagem Edgar (da turma da Lulu) namora Fábio, que está passando por maus momentos com seus pais devido à sua orientação sexual. O problema aumenta quando eles decidem ir atrás do filho no evento “Anime Festa 2014”, organizado pelos amigos da Lulu na escola em que estudam. Para a tristeza de Fábio, seus pais são irredutíveis e não admitem que ele se relacione com outro garoto. Ainda bem que seus amigos irão aconselhá-lo.

O diretor da escola dos jovens, Vicente, também intercede a favor da relação dos meninos e conversa com os pais de Fábio para alertá-los quanto aos verdadeiros valores e atitudes que deveriam transmitir a seu filho, em vez de simplesmente discriminá-lo.

A intenção da história é mostrar que ainda existe preconceito nos dias atuais, apesar dos avanços da sociedade para reconhecer os direitos LGBT, mas que a nova geração representa uma esperança para todos aqueles que sofrem com a discriminação no dia a dia.


Fonte: Gay1

Depois do beijo gay na novela, HQ juvenil da Luluzinha traz um casal de meninos

Não é de hoje que a graphic novel Luluzinha Teen e sua Turma tem, entre seus personagens, um gay. Edgar apareceu no número 49 da revista mensal para integrar a banda e logo se assumiu. Duas edições depois, o garoto apareceu de mãos dadas com Fábio. Na revista que chega agora às bancas, a 57, o casal volta à cena e tem de lidar com a intolerância dos pais de Fábio, que aparecem numa festa para brigar com o garoto e levá-lo embora. Com um tom didático e professoral, o diretor da escola onde a festa está sendo realizada entra na discussão e pede mais diálogo. Parece que funciona.
Personagens gays não são raros em HQ’s, mas talvez esta seja a primeira vez em que a questão é abordada tão abertamente num gibi nacional voltado para o público juvenil. O lançamento ocorre quase uma semana depois que os atores Mateus Solano e Thiago Fragoso protagonizaram o primeiro beijo entre homens numa novela da Globo. Ao todo, 50 mil exemplares da revista que tem roteiro de Marcel R. Goto e arte de Labareda Design estão à venda nas bancas brasileiras.
Fonte: Estadão

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Yaoi: Quadrinhos e animações japonesas com temática homossexual

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Yaoi é um termo usado indiscriminadamente pelo fandom ocidental, principalmente para o gênero japonês chamado “Boy’s Love”. Discutir o que seria yaoi é complicado, já que varia de significado dependendo do país e o quão fanático se é em relação à cultura japonesa.

Originalmente significava “yama nashi, ochi nashi, imi nashi” (sem clímax, sem resolução, sem significado) e se tratava de um termo pejorativo que descrevia produções, em geral doujinshis, curtas retratando alguma fantasia, como Vegeta e Goku se pegando. Embora não tivesse que ser gay, havia uma grande quantidade que era, começando assim a se confundir, chegando a ganhar uma nova frase “yamete, oshiri ga itai” (literalmente: pare, minha bunda doí). Assim no Japão aquelas adaptações com personagens conhecidos se pegando são chamados de Yaoi.

Ao chegar no ocidente, o termo yaoi acabou ganhando destaque e, por causa de falta de conhecimento, acabou sendo atribuído a torto e a direito a gêneros diferentes e com características próprias. Dentre esses englobados sob o nome yaoi está o Boy’s Love e o Men’s Love.

Boy’s Love é filho do “shoujo”, no começo era o que se chamava de shounen-ai e não se tratava exatamente de um gênero, mas um tema, eram obras com amor entre garotos (shounen, garoto, e ai, amor). Mas, exatamente por ser shoujo (voltado para garotas), não era admissível fazer um mangá inteiro de dois meninos se pegando, se tratava de relações idealizadas e inocentes, às vezes muito disfarçadas no meio de uma história principal (a la o romance de Yukito e Toya em Card Captor Sakura, se é que dá para chamar de “romance”).

Com o tempo, porém, esse estilo foi ganhando mais fãs e rapidamente foi se desenvolvendo para um nicho 100% diferente. Nas páginas de revistas joseis (mulheres maduras) o estilo se desenvolveu até o que chamamos de Boy’s Love ou BL. Mais do que o mero romance entre dois homens, o BL é uma marca e consequência social de uma desigualdade sexual que acabou tomando enormes proporções.

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Como dito acima, BL é josei, ou seja, é feito para mulheres heterossexuais, não é mangá de gay (embora nada impeça eles de ler). Não é simplesmente uma história com protagonistas gays, é muito, muito mais.

Todo BL é uma grande metáfora, o casal representa ideais femininos japoneses – o Uke representa a mulher: delicada, insegura, inocente, submissa e o Seme o homem: forte, corajoso, decidido, alto, agressivo, frio, mas sedutor e carinhoso ao mesmo tempo. A grande diferença do Uke e da mulher japonesa (fora o sexo) é que o Uke não está preso às correntes sociais japonesa, já que ele é homem. O Uke não precisa ter vergonha de sua sexualidade, o Uke não precisa baixar a cabeça, aceitar ordens do marido, ser obediente, o Uke pode gritar e exigir, se rebelar e fugir, ele pode gozar e gostar de sexo, de quebra ninguém chama o Uke de vagabunda por ter feito sexo antes do casamento.

Na verdade, o nome “Boy’s Love” vem exatamente do fato de o Uke e o Seme não serem “homens” de verdade, é uma relação inocente, ingênua, idealiza, de “criança”, de “menino”, é amor de menino, é Boy’s Love. A própria aparência dos personagens reforça o nome, achar um protagonista barbudo, com peito peludo, pernas cabeludas, barriga de chope e cara de tiozão é absolutamente impossível.

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Por outro lado, o “Men’s Love” é de verdade um fetiche masculino, não feminino. O Men’s Love é bem mais raro e difícil de se encontrar, não por preconceito ocidental, mas o próprio preconceito oriental onde ser gay é complicado.

Também chamado de Gei-Comi (Gay Comic) ou Gay Mangá ou ainda Bara (literalmente Rosa, a flor) no ocidente, o ML é uma relação realista entre homens, entre gays de verdade, é feito para o público gay e faz parte da cultura gay japonesa. Aqui você vai ver menos essa rotulação de gay sendo jovens magros e depilados com cara de bebê, de que existe a “mulher” e o “homem” dentro da relação, que alguém é sempre passivo e alguém sempre ativo, aparecem os preservativos, lubrificantes, brinquedos… Ou seja a desmitificação do que é ser gay dos yaois.

Assim como o BL, seu público leitor também se desenvolveu e atualmente as leitoras são chamadas de Fujoshi – um jogo de palavras pejorativo que significa mulher podre – e os leitores de Fudanshi ou Fukei – também com significado de rapaz podre.

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No ocidente, onde o feminismo é mais forte, existe uma enorme resistência ao Yaoi. Aqui as mulheres tem mais “poder” e se impõe mais – embora tenhamos também nossas mulheres de malandro – logo grande parte do que representa um BL não é apreciado ou sequer compreendido.

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O yaoi acaba realmente virando um fetiche de gostar de ver homens se pegando, independente da sexualidade desses indivíduos, ou seja uma fantasia. Fantasia essa que cada vez mais está presente nas obras do mundo todo, com fãs indo à loucura ao ver atores se beijando em certos seriados ou filmes. Embora, ainda hoje, exista uma forte pressão social de que mulher não pode ter fetiches, fantasias ou ver pornografia – o que convenhamos não ajuda o pobre yaoi.

No fundo as Fujoshi ocidentais são mulheres orgulhosas que sabem o que quer e não têm vergonha de suas fantasias e fetiches. E por que deveriam? Os homens falam abertamente sobre o fetiche de ver mulheres se pegando e beijando há décadas!


Adaptado de Anime Pró

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Looking: A 2ª Série Gay Do Ano Estréia Hoje

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Semana passada tivemos a estréia de "Chozen", que até agora não tem a mínima previsão de estréia no Brasil ou algum episódio legendado. Por outro lado,  Looking estreia hoje e já passa na próxima madrugada na HBO aqui do Brasil. Digno, né?! 

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A nova "comédia/drama" da HBO mostra as experiências de três amigos gays que vivem e amam na moderna São Francisco. Patrick é um designer de games de 29 anos, que retorna ao mundo da paquera após ver seu ex-namorado. Agustín é um aspirante a artista de 31 anos que questiona a monogamia quando seu relacionamento chega a outro nível. Dom, 39 anos, enfrenta a crise de meia idade sem alcançar suas metas profissionais e amorosas.



Faz parte do elenco: Jonathan Groff, Frankie J. Alvarez , Murray Bartlett , O.T. Fagbenle ,Lauren Weedman, Andrew Law , Raúl Castillo. Quem tiver TV por assinatura vai poder acompanhar Looking pelos canais: HBO, HBO HD e HBO 2 e já tem 6 episódios confirmados. Criado por Michael Lannan, o seriado é uma adaptação do curta Lorimer, de 2011. A produção é Andrew Haigh e Sarah Condon (Bored to Death, da HBO). A estreia aqui no Brasil vai ser de madrugada, mais ou menos às 1:30 da manhã na HBO.
Fonte: Bafonique

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Respostas do Setor de Educação ao bullying homofóbico


Este caderno de boas políticas e práticas visa permitir que professores, administradores, formuladores de políticas e outros atores da área de educação desenvolvam ações concretas para tornar a educação mais segura para todos. Cabe a todos tornar o aprendizado mais seguro, dando um basta imediato ao bullying homofóbico.

Download gratuito: clique aqui (PDF, 2.5 Mb)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

SQUARED: Romance entre dois homens gays ativos


Hora da reflexão! O filme “Squared”, do diretor Hieu Tran, aborda o relacionamento entre homens que se identificam como ativos! A produção questiona se dois gays “100% ativos” ou “totalmente passivos” podem fazer um romance monogâmico durar!
O diretor revela que o filme foi inspirado por “experiências racistas” que vivenciou. “Nas minhas ficadas, eu não gostava quando os caras me chamavam de sua ‘geisha’ ou outros termos depreciativos. Eu sempre escuto as pessoas perguntarem quem é a mulher em uma relação gay e apontar logo para o cara asiático. A sociedade costuma ver os gays asiáticos como submissos, femininos e passivos. Em ‘Squared’, quero mostrar que nem todos se encaixam nesse esteriótipo”, revelou Hieu Tran. O assunto é bom e pertinente, né?!
Fonte: GSize

HBO lança versão gay do seriado "Girls

Jonathan Groff e Russel Tovey em cena de

São Francisco e a comunidade gay sempre estiveram associados e ficarão ainda mais com a estreia da série “Looking”, a partir de 19 de janeiro nos Estados Unidos.
O programa, uma espécie de “Girls” em versão homossexual, vai mostrar a vida do Patrick (Jonathan Groff, o Jesse St. James, de “Glee”), um desenvolvedor de jogos de videogame e os amigos que transitam em seu universo. Um deles será interpretado por Russel Tovey, também gay assumido na vida real como Groff.
A primeira temporada da série criada por Michael Lannan, Sarah Condon (“Bored To Death”) e David Marshall Grant (“Smash”) já conta com oito episódios encomendados e ainda não tem data de estreia para o Brasil.
Fonte: Parou Tudo

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dica: Filme De Repente, Califórnia (Shelter)

Confira abaixo a sinopse e o filme na íntegra legendado em português.

 

Forçado a desistir do sonho de entrar para uma prestigiada escola de arte, a fim de cuidar da sua família, Zach (Trevor Wright) habitua-se a uma vida onde omite as suas próprias necessidades em favor de cuidar de sua irmã mais velha, Jeanne (Tina Holmes) e o seu sobrinho, Cody que o considera um verdadeiro pai. Quando o irmão mais velho do seu melhor amigo, Shaun (Brad Rowe), regressa a casa para procurar inspiração para um novo livro, Shaun e Zach acabam por desenvolver uma grande amizade. Apesar de namorar com a jovem Tori (Katie Walder), Zach aos poucos deixa-se relacionar emocionalmente com o escritor que não esconde o facto de gostar muito dele. E apesar de se sentir atraído por Shaun, Zach vai estar cheio de dúvidas e terá receios de enfrentar a sua verdadeira identidade, a sua família e amigos. Quando finalmente o jovem assume os seus sentimentos, eis que irá surgir outro dilema na sua vida deixando-lhe a pensar naquilo que é mais importante para si, se o amor e os estudos ou se a sua família.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Filme: Pelo Malo (Cabelo Ruim)



Pelo Malo (Cabelo Ruim), co-produção peruana-venezuelana ganhadora do Concha de Ouro, prêmio máximo do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. O filme fala sobre a intolerância de uma mãe ante o temor que seu filho seja homossexual, ante a ânsia do garoto em alisar os cabelos para sair na foto da escola. Confira o trailer acima.

Livro: Hemorragia


O livro ‘Erroragia’, de Roberto Muniz Diaz, é também um modo particular de descortinar as vivências homoafetivas. A obra é uma coletânea de contos recheados de narrativas intimistas e sobre memórias, delírios e sonhos de personagens que vagueiam pelos labirintos de uma busca existencial.

Roberto Muniz Dias é romancista  e mestre em Literatura pela UNB(Universidade de Brasília). Integra a Comissão de Tolerância e Diversidade Sexual da 93ª Subseção de Pinheiros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo. Foi premiado pela Fundação Monsenhor Chaves com menção honrosa pela obra ‘Adeus Aleto’